O que acontece depois da audiência sobre a detenção

Seja qual for a decisão, alguma coisa começa a correr. Se for aplicada uma medida, há dez dias para a impugnar perante um tribunal de três juízes. E independentemente desse prazo, a substituição ou a revogação podem ser pedidas a qualquer momento se as circunstâncias mudarem.
Os desfechos possíveis
| Decisão | O que significa | O que se segue |
|---|---|---|
| Liberdade | Sem medida | O processo continua |
| Medida menos gravosa | Apresentações, proibição de sair, domiciliária | Também impugnável |
| Prisão preventiva | O último degrau | Reexame em dez dias |
| Não validação | A medida perde efeito | Libertação imediata |
O reexame
Não é uma formalidade: um tribunal de três juízes diferentes daquele que aplicou a medida reaprecia toda a acusação e pode anulá-la. O prazo é de dez dias desde a execução e não é prorrogável.
O que decide quase nunca é um argumento novo mas material novo: a morada que não existia na audiência, o contrato obtido entretanto, os relatórios médicos traduzidos.
A substituição
Pede-se a qualquer momento, sem prazo, sempre que as circunstâncias mudem: uma prova já recolhida enfraquece o perigo de perturbação, aparece uma morada, a saúde degrada-se, passou tempo.
É a via mais usada e a menos conhecida: muitas pessoas continuam detidas porque ninguém voltou a pedir depois da primeira recusa.
Os prazos máximos
A prisão preventiva tem durações máximas por fase, findas as quais a medida perde efeito. Contá-las é um trabalho técnico e é uma verificação que tem de ser feita, porque o excesso não se corrige oficiosamente.
Se a pessoa vive no estrangeiro
O pedido de vigilância no Estado de residência pode ser apresentado também nesta fase, e não apenas na primeira audiência. Raramente é feito duas vezes, e é muitas vezes a segunda que resulta.
Se foi aplicada uma medida
Os dez dias correm desde a execução e o material leva dias a reunir. O primeiro contacto é gratuito e confidencial.
Frequently asked questions
O que posso fazer se for decretada a prisão?
O reexame em dez dias perante um tribunal de três juízes, que reaprecia toda a acusação e pode anular a medida.
E se os dez dias já passaram?
A substituição ou a revogação pedem-se a qualquer momento, sem prazo, sempre que as circunstâncias mudem.
O que faz mudar uma decisão?
Quase nunca um argumento novo, mas material novo: morada, contrato, relatórios médicos traduzidos.
Há um prazo máximo?
Sim, por fase, e findo ele a medida perde efeito. O excesso não se corrige oficiosamente: tem de ser verificado.
