Detido em Lisboa ou no Porto

Lisboa e o Porto partilham um contencioso turístico denso e uma particularidade jurídica constantemente mal compreendida: Portugal trata a detenção para consumo próprio como contraordenação, o que não é uma legalização nem uma proteção para o visitante.
O que acontece
- A venda de rua a turistas, muito visível nos dois centros: para o vendedor é tráfico, e o que se vende não é frequentemente a substância anunciada.
- Vida noturna no Bairro Alto, Cais do Sodré e Ribeira: rixas e ordem pública.
- Acusações de furto nas zonas turísticas e nos transportes.
- Aeroportos e portos: alfândega, bagagens e difusões internacionais.
- Alojamento local e investimento imobiliário, com litígios denunciados como burla.
- Comunidade estrangeira residente, com casos de residentes e não de visitantes.
Sobre a despenalização, duas precisões: a substância é apreendida de qualquer forma e a conduta continua ilícita. E sair do país com ela é exportação de um lado e importação do outro, conforme o guia sobre Portugal.
A contagem, em resumo
A detenção não pode exceder quarenta e oito horas até à apresentação ao juiz para primeiro interrogatório judicial, e a caução existe como medida de coação.
Se o processo também corre em Itália
Acontece com regularidade em matéria de estupefacientes e crimes económicos. Uma decisão definitiva num Estado-Membro impede a perseguição pelos mesmos factos no outro, mas tem de ser invocada com a decisão junta e traduzida.
Se está a acontecer neste momento
O primeiro contacto é gratuito e confidencial, a qualquer hora.
Frequently asked questions
As drogas são legais em Portugal?
Não. A detenção para consumo próprio é contraordenação, mas a substância é apreendida e o tráfico continua a ser crime.
Alguém me vendeu na rua.
Para o vendedor é tráfico, e o que se vende nessas circunstâncias não é frequentemente a substância anunciada.
Quanto tempo até ao juiz?
Quarenta e oito horas no máximo até ao primeiro interrogatório judicial.
Posso levá-la ao regressar?
Não. Atravessar a fronteira torna-a exportação e importação, tratada muito mais severamente.
