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Crimes e defesa

Crimes por omissão e posição de garante

por Massimo Romano2 min de leituraatualizado a 2026-08-05
Arquitetura institucional
Direct answer

Não agir pode ser crime, mas apenas para quem tinha o dever jurídico de impedir o resultado. Essa posição — chamada posição de garante — nasce da lei, de um contrato ou da assunção de facto de uma função, e é o elemento que se prova antes de tudo o resto.

De onde nasce o dever

Fonte · Exemplo · Nota
FonteExemploNota
LeiDeveres parentais, funções públicasA mais clara
ContratoSegurança, vigilância, cuidadosAlcance definido pelo contrato
Assunção de factoQuem assumiu a função sem títuloMesmo sem contrato
IngerênciaQuem criou o perigoDeve neutralizá-lo
Organização empresarialDeveres de controloCom regras próprias

O alcance do dever

A posição de garante não é ilimitada: cobre os riscos que a função visa evitar, não todos os riscos possíveis. Um responsável de segurança responde pelos riscos de segurança, não por tudo o que aconteça no local.

Delimitar esse alcance é a primeira defesa, e faz-se com o contrato, com a organização interna e com a prática efetiva — não com o organograma.

O poder de impedir

Além do dever, exige-se que a pessoa pudesse impedir o resultado. Quem tinha o dever mas não os meios, a informação ou a autoridade para agir não responde por omissão, e demonstrá-lo é frequentemente possível com documentos internos.

É o mesmo raciocínio que faz cair delegações sem poder de gasto, descrito em o guia sobre administradores.

Nas organizações

A cadeia de deveres reparte-se por níveis, e cada um responde pelo seu. Quem estava acima responde pela organização e pelo controlo; quem estava abaixo, pela execução. Confundir os níveis é o erro que a acusação faz e que a defesa desmonta.

Se a acusação é por omissão

A posição de garante e o poder de impedir provam-se com documentos. O primeiro contacto é gratuito e confidencial.

Frequently asked questions

Não fiz nada, posso responder?

Só se tinha o dever jurídico de impedir o resultado e o poder efetivo de o fazer.

De onde nasce esse dever?

Da lei, de um contrato, da assunção de facto de uma função ou de ter criado o perigo.

Respondo por tudo o que acontece?

Não. A posição cobre os riscos que a função visa evitar, não todos os riscos possíveis.

Não tinha meios para agir.

Se tinha o dever mas não os meios, a informação ou a autoridade, não responde. Isso demonstra-se com documentos internos.

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