Primeira consulta: o que preparar

A diferença entre um primeiro contacto útil e um contacto vago está no que se reúne antes. Isto é o que convém ter à mão, o que é melhor não fazer antes, e as perguntas que dão uma ideia real da situação.
O que reunir
| Elemento | Porquê | Se não o tiver |
|---|---|---|
| Todos os atos recebidos | Indicam a fase e o prazo | Fotografe-os integralmente |
| Datas exatas de notificação | Os prazos correm daí | Procure o aviso de receção |
| Nome completo da pessoa visada | Para qualquer diligência | Tal como no documento |
| Local e hora dos factos | Determina a jurisdição | Aproximado é melhor que nada |
| Nome do advogado atual, se houver | Evita sobreposições | |
| Documentos pessoais | Morada, trabalho, família | Servirão na audiência |
O que é melhor não fazer antes
- Dar uma versão escrita a quem quer que seja: instituição, empregador, seguradora.
- Contactar quem apresentou queixa, diretamente ou por terceiros.
- Apagar mensagens, contas ou documentos.
- Publicar o que seja ou responder ao que circula.
- Assinar um ato que não possa ler com precisão.
As perguntas a fazer
Em que fase está o processo, que prazos correm agora, o que continua possível e o que já se fechou. Depois: o que inclui cada fase do mandato, quem estará materialmente presente nos atos, e com que periodicidade será informado.
Uma resposta que prometa um resultado é sinal de alarme. Ninguém pode garantir um desfecho penal, conforme o guia sobre a escolha do advogado.
Se telefona por outra pessoa
Três dados bastam para começar: nome completo, local e hora exatos da detenção, e que força interveio. O resto vem depois, conforme o guia sobre a procura.
Quando estiver pronto
Uma apreciação da posição dá-se normalmente no mesmo dia. O primeiro contacto é gratuito e confidencial, a qualquer hora.
Frequently asked questions
O que devo levar?
Todos os atos recebidos com as datas exatas de notificação, mais os seus documentos de morada, trabalho e família.
Não tenho os documentos.
Fotografe o que tiver, integralmente. As datas de notificação são o que mais falta e o que mais conta.
O que não fazer antes?
Dar uma versão escrita a quem quer que seja, contactar quem apresentou queixa, apagar mensagens ou publicar o que seja.
Telefono por um familiar.
Três dados bastam: nome completo, local e hora exatos da detenção, e que força interveio.
